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Quarta-feira, Junho 04, 2008 :::
Entrega
Apaga, Sol. Derrama, Noite. Derrama sonho. Reparte: dia e novo dia. Divide. Eu e todo. Derrama, Lua. Despede luz. Caminho agora é de mansinho, feito aurora despedindo devagar...
Adeus horas breves
Derrama, Tempo, orvalho devagar...
Desce céu clarão e vai azeitando o horizonte azul de mansinho, derretendo o silêncio e a dúvida de vagar.
Deita, Lua, no colo de luz que a noite oferece a ti de mansinho... Bem mansinho... Mansinho... assim.
::: posted by MOZANA AMORIM at 6/4/2008 10:34:04 PM
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Catavento
O vento me atravessa assim como a neve.
Eu escuto o crepúsculo
E a Terra pulsa lentamente.
Ouvir o coração é compreender tudo. E, no fundo, tudo é macio.
Há tantos seixos rolando na trilha que esqueço o fundo onde tudo acontece.
Meu coração girou com a força de mil sóis e os olhos, farol de onde a alma acena, viraram mar.
O oculto também me integra e trespassa, me entrega fresca, nova, viva, germinada.
E o vento?
Ah, o vento... me atravessa outra vez.
(24/05/2008)
sobre uma deliciosa expriência de silêncio
::: posted by MOZANA AMORIM at 6/4/2008 10:25:34 PM
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Sagrado
Espaço onde eu habito
Momento de cada coisa
Existindo pela dádiva do Todo.
Todo... a quem devo reverências sem-fim
A guerra toda é o peso que insisto
E quando dele desisto, findas são as trincheiras.
É mágica a resposta silenciosa de tudo ao meu redor.
Deus...
Soprou sua folha amarela, sábia...
E ela pousou sobre meus pés com tamanha gentileza!
Eu a aceito.
Este é o meu presente.
Encontro singular, inteiro, cheio de significado.
Eu transbordo.
Um abraço sagrado de há tempos.
Sinto-me plural.
As respostas que ainda me faltam não ardem mais;
E as perguntas deixam de fazer ocos para me fazer sorrir.
Este textinho foi criado em um dia mágico, completo. quando pude ouvir o som que mora nas asas das borboletas... (22/05/2008)
::: posted by MOZANA AMORIM at 6/4/2008 10:20:14 PM